Este é um espaço livre e democrático onde qualquer condômino, proprietário ou inquilino, possa opinar, escrever e expressar seus pensamentos relativos ao Condomínio. Todos os comentários serão filtrados antes de serem enviados para postagem pelo administrador do blog. Não publicaremos quaisquer textos de cunho político-partidário ou que contenham pornografia ou ofensas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DECIFRA-ME, OU DEVORO-TE.


Diz uma antiga lenda grega que a deusa Hera enviou a Esfinge (uma besta com cabeça de mulher, asas e corpo de animal) para atormentar os moradores da cidade de Tebas. A Esfinge cruzava o caminho de todos os que se aproximavam da cidade e formulava um enigma para o viajante. Quem errava o enigma era devorado pelo monstro.

Você sabe quem é figura da foto? Não sabe? Não se preocupe, você não será devorado se não souber. Há quase dezessete anos ela está sentada ali na entrada do condomínio, leia o artigo abaixo e saiba quem é.

“Confúcio, também conhecido como K'ung Ch'iu, K'ung Chung-ni ou Confucius, nasceu em meados do século VI (551 a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Segundo algumas fontes antigas, teria nascido em 552 a.C. (ou seja, no vigésimo primeiro ano do duque Hsiang). Esse estado é denominado de "terra santa" pelos chineses. Confúcio estava longe de se originar de uma família abastada, embora seja dito que ele tinha ascendência aristocrática. Seu pai, Shu-Liang He, antes magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando se casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Cheng Tsai, que diziam ser descendente de Po Chi'in, o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.

Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha três anos de idade, o que o obrigou a trabalhar desde muito jovem para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias em busca do aprendizado.

Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros. Aos dezenove anos se casou com uma jovem chamada Chi-Kuan. Apesar de se divorciar alguns anos depois, Confúcio teve um filho, K'ung Li.”

“Aos 51 anos de idade foi indicado como funcionário chefe da cidade de Chung Tu e, pelo seu desempenho chegou a ser promovido ao posto de Oficial dos Serviços Públicos, e depois, ao de Grande Oficial da Justiça em sua província. Aos 55 anos partiu numa jornada de treze anos visitando os estados vizinhos e falando aos senhores feudais sobre suas ideias. Foi recebido como um erudito, mas nenhum dos governantes pensou em colocar essas ideias em prática.

Segundo a história, Confúcio morreu em 479 a.C., velho, desapontado, mal sucedido e murmurando: “A grande montanha terá que desmoronar! A forte viga terá que quebrar! O homem sábio murcha como a planta! Não existe ninguém no império que me queira como mestre! Meu tempo de morrer chegou. (Anacletos, 56)”

Dizem também que por sua dedicação, é considerado o primeiro Servidor Público.


Editado por ZeRepolho

sábado, 11 de fevereiro de 2012

REUNIÕES DE CONDOMÍNIO


Você sabia que é muito importante participar das reuniões de Condomínio?
Por isso hoje a dica é muito importante para você que escolheu morar em um lugar seguro, o Condomínio. Vamos lá?

Poucas pessoas, infelizmente, participam das assembleias gerais de Condomínio. Sendo assim, uma camada muito pequena acaba dominando as tomadas de decisões.

E justamente nos Condomínios onde as participações nas reuniões são baixas, há mais condôminos insatisfeitos com a administração.

Perfis dos condôminos

Um dos motivos das reuniões de condomínios serem bastante cansativas e pouco atrativas são perfis diferentes para tomadas de decisões. Vejamos:

• Os donos da verdade;
• Os que gostam de tratar de assuntos pessoais;
• Os agressivos que não sabem manter o bom nível do debate.

Esses tipos de perfis que acabam desestimulando a participação da maioria das pessoas.

O que fazer em reuniões tumultuadas?

Não há como mudar a ersonalidade de nenhuma pessoa. Então cabe ao presidente da mesa e responsável por conduzir a reunião, colocar limites e organizar para que a assembleia seja objetiva:

• Pontuar as questões que estão em debate;
• Dar e cortar a palavra aos que estão se manifestando;
• Colocar em votação os temas que são sujeitos a deliberação.

Uma reunião mais dinâmica motiva a participação da maioria em reuniões.

E quem não pode votar?


Muitos síndicos, assim como os inquilinos, que não possuem o direito de votar, buscam obter junto aos proprietários procuração destes para votar. O que distancia o contato do proprietário com as tomadas de decisões em reuniões.

Algumas convenções limitam o número de procurações outorgadas pelo mesmos procurador, evitando que uma única pessoa, portadora de várias procurações, possa decidir sozinho, as questões do condomínio.

Quem não pode participar das reuniões

Há pessoas que realmente não podem participar das reuniões. Por isso é aconselhável que esse condômino faça sua votação por escrito e entregue para o síndico, para que em momento oportuno, possa ler o voto.

É necessário que o condômino tenha consciência que ao participar das assembleias do Condomínio está contribuindo para a melhoria, preservação do seu patrimônio e bem-estar.

Fonte: http://www.ribeiraopretoimobiliaria.com.br

Editado por ZeRepolho
A cena é bastante comum, após um dia de trabalho árduo, você chega à noite em seu apartamento com um único pensamento: descansar. No entanto, aquele seu vizinho adolescente, mais uma vez, ligou o som no último volume, tirando-o do sério. Em apartamentos a questão é ainda mais grave, pela proximidade das pessoas. Além do aparelho de som alto, moradores de condomínio reclamam de outras fontes de barulho à noite como: brigas constantes, latidos de cachorros, crianças e adolescentes que brincam fora de horário, festas que ultrapassam o horário estabelecido pelo condomínio, arrastar de móveis etc. Um princípio básico para a boa convivência em condomínio, onde se divide o mesmo espaço, é o respeito mútuo. O sossego pessoal é um direito e para que ele seja respeitado, o síndico deve lançar mão de vários instrumentos legais, uma vez que boa parte dos problemas causados por barulho em condomínios ocorre por desconhecimento das normas de convivência.

As pessoas levam consigo toda a liberdade que tinham quando moravam em casa, sendo assim, antes mesmo de optar por morar em apartamentos é importante que a pessoa se familiarize com o novo tipo de moradia, conhecendo a convenção condominial, para que no futuro não tenha aborrecimento. A questão do barulho também desvaloriza o apartamento, dificultando a venda ou o aluguel. A própria Lei do Condomínio (4.591/64), em seu artigo 19, assegura: "Cada condômino tem o direito de usar e fruir, com exclusividade, de sua unidade autônoma, segundo suas conveniências e interesses, condicionados, às normas de boa vizinhança, e poderá usar as partes e coisas comuns de maneira a não causar dano ou incômodo aos demais moradores, nem obstáculo ou embaraço ao bom uso das mesmas partes por todos". O artigo 21 também aborda o tema: "A violação de qualquer dos deveres estipulados na convenção sujeitará o infrator à multa fixada na própria convenção ou no regimento interno".

A Convenção do Condomínio é outro instrumento que pode garantir os direitos dos moradores, permitindo-lhes criar suas próprias regras. Muitos condomínios costumam elaborar uma proposta de regulamento, que é distribuída aos condôminos, após um determinado prazo, o condômino deve registrar a sua concordância ou as alterações e inclusões sugeridas, como por exemplo horários a serem obedecidos. Na maioria dos prédios, das 8 às 22 horas de segunda a sexta é permitido usar uma furadeira ou um aparelho de som, desde que não haja exageros. Nos finais de semana esse horário pode ser modificado devido ao descanso semanal das pessoas. Portanto, instituir uma campanha de silêncio, tentando conscientizar os moradores dos prejuízos causados pelo excesso de ruídos, afixar o regulamento do condomínio em local visível, onde constem os horários e limites para sons altos, festas, brincadeiras de crianças podem auxiliar na redução da poluição sonora.

Fonte: http://www.aticoadm.com.br

Editado por ZeRepolho

domingo, 5 de fevereiro de 2012

CUIDADO COM A INADIMPLÊNCIA

http://www.youtube.com/watch?v=FnnbhWw3Nnw&feature=player_embedded

PREVENÇÃO DE ASSALTOS EM CONDOMÍNIOS

Fique atento para as dicas abaixo para deixar o seu condomínio mais seguro...

O grande índice de violência nas áreas urbanas brasileiras nos últimos anos levou parte da população a optar por viver em condomínios residenciais. E a segurança é o principal motivo. Infelizmente, nem os condomínios estão conseguindo resistir à onda de assaltos e furtos em todo Brasil. Mesmo com todo o aparato de segurança, os condomínios estão suscetíveis aos ataques de bandos organizados. Resta questionar: como é possível proteger o condomínio e os seus moradores de ações criminosas?

A primeira coisa é entender como estes assaltos acontecem. Os bandidos costumam observar o funcionamento do condomínio que pretendem roubar muitos dias antes de realizar a ação. Na maioria das vezes, entram no prédio pela garagem, via clonagem do controle remoto, atrás de algum carro ou rendendo um morador.

Quando os assaltantes não entram pela garagem, sua alternativa mais constante é a própria porta da frente: de “carona” com algum morador ou aplicando golpes como o do falso carteiro, falso corretor, falso policial, falso medidor de gás, entre outros.

Por isso a portaria do condomínio deve ser o centro das atenções quando a questão é segurança. Muitos assaltos podem ser evitados com o treinamento de porteiros por empresas especializadas, que ensinam aos profissionais do condomínio determinadas lições para identificar golpes e situações de risco.

O porteiro deve sempre desconfiar de prestadores de serviços que chegam acompanhados. Antes de autorizar a entrada de qualquer pessoa ao condomínio, o ideal é ligar sempre para a empresa prestadora do serviço para confirmar a visita ao condomínio e identificar o funcionário. São pequenas atitudes que evitam grandes riscos.

Porém, é importante que o condomínio forneça ferramentas para que o porteiro possa colocar em prática as medidas de segurança necessárias. Por exemplo, se o telefone da portaria estiver bloqueado o porteiro não tem como fazer qualquer verificação.

A portaria nunca deve passar informações sobre moradores, uma vez que estas informações se transformam em “ganchos” para que os meliantes voltem e assaltem o condomínio. Um exemplo é a placa de venda. O assaltante chega em determinado horário e pergunta sobre a unidade que está a venda; dados do morador ou do proprietário do imóvel. E no turno seguinte, após a mudança do porteiro, usa essas informações para entrar no condomínio e iniciar a ação criminosa.

Outro fator importante é o investimento em ferramentas de segurança e medidas preventivas. A segurança é uma soma de fatores que inclui desde barreiras físicas e treinamento de funcionários até a cooperação dos moradores. É essencial a instalação de portões duplos nas entradas de pedestres e automóveis, insulfilme nas guaritas e câmeras nos ambientes.

Um dado alarmante é que 90% dos assaltos em condomínios são realizados por bandidos que não têm um prédio certo; ou seja, estão sempre em busca de condomínios vulneráveis. Normalmente, os bandidos não estão atrás de um morador especifico, mas, sim, de oportunidades. Conclui-se, assim, que quanto mais protegido for o condomínio, menos atraente ele será para os criminosos.

Outro ponto importante a discutir é a responsabilidade do condomínio em caso de assalto ou outra ação criminosa. O Poder Judiciário tem reiteradamente decidido que o condomínio não é responsável por estes roubos, salvo se ficar comprovada falha na ação dos funcionários ou se o condomínio oferecer segurança, o que precisa estar previamente descrito em convenção. A melhor saída, então, é o trabalho em conjunto entre administradoras de condomínios, funcionários e moradores para evitar ser o próximo alvo da onda de violência.

Fonte: http://sindicoprof.blogspot.com

Editado por ZeRepolho

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

VIVENDO EM CONDOMÍNIOS: EVITE RECLAMAÇÕES

Viver no mesmo teto com mais de uma pessoa pode ser algo tão maravilhoso quanto complicado. Agora imagine viver em um local com outras diversas famílias. Essa é a realidade e muitas pessoas que moram em condomínios. Por mais harmoniosa que seja a convivência é sempre possível que alguns conflitos apareçam, e nessas horas é sempre melhor prevenir do que remediar.

VAZAMENTOS E INFILTRAÇÕES
Por mais moderno que seja o prédio esse é um problema que pode aparecer. O ideal é que sempre que você detectar um vazamento ou infiltração, seja no seu apartamento ou na área comum do prédio, avise imediatamente o síndico para que este possa buscar uma solução o quanto antes. Quando o vazamento for na área comum ou por conta de um cano comum, o encanamento vertical, o condomínio deve se responsabilizar e fazer os ajustes. Caso seja na área privada, encanamento horizontal, avise de imediato seu vizinho e ele terá um prazo de 10 dias para reparar o que estiver estragado, e normalmente nesses casos o síndico não interfere, apenas tem liberdade de advertir o morador culpado caso ele não solucione o problema no prazo. E se for o seu apartamento, busque solucionar o quanto antes, nada melhor que viver em paz com nossos vizinhos!

INADIMPLÊNCIA
A inadimplência acontece quando não é paga a tarifa de condomínio, é um problema muito sério que muitos não sabem, mas não afeta apenas a sindicância, mas sim todo o sistema financeiro do condomínio. Problemas financeiros pessoais nunca são bem vindos mas podem acontecer, então se você estiver passando por um, tente falar com o responsável pelo financeiro do condomínio antes de qualquer problema, procure por um acordo, fale da sua situação antes que ela intensifique e você acabe passando por inimigo.

GARAGEM
Carros mal estacionados, na vaga que não pertence, no meio do caminho. São vários os problema que podem aparecer em uma garagem de condomínio. A melhor maneira de evitar é respeitar, faça sua parte. Caso você tenha mais de um carro e apenas uma vaga, converse com os vizinhos para quem sabe alugar a vaga de outro, mas não saia roubando vagas! Todos devem ter direitos iguais e viver numa boa!

ANIMAIS
Por mais sensacional que seja ter um cãozinho em casa, as vezes eles podem ser um problemão para os vizinhos. Hoje em dia é comum que os condomínios permitam animais e até tenham uma área comum destinada para eles passearem, mas isso não quer dizer que está tudo liberado. Fale com os outros moradores e definam em reunião o que é permitido com os animais, horários para passear com eles, higiene dos locais, e até as raças e os animais que são permitidos no condomínio. Se a lei da cidade pede que seu cachorro use focinheira, dentro do condomínio ele também deve usar. Treine seu bichinho para ele não fazer bagunça enquanto você está fora de casa, assim você evita reclamações e problemas e pode viver muito bem com seu pet!

BARULHO
Esse é o grande inimigo dos condomínios, principalmente de apartamentos. Ao contrário do que muitos pensam, as grandes festas não são o principal alvo das reclamações. Segundo especialistas os ruídos do dia a dia são os mais chatos e que geram mais confusão. Sapatos, móveis arrastando, TV muito alta. Para evitar esses barulhos, crie um ambiente com isolamento acústico, um simples tapete pode ajudar e muito. No caso de crianças bagunceiras, converse sempre com o síndico e não com as crianças, deixe que as decisões e conversas sejam feitas por ele. Não tente resolver nada por conta para evitar brigas, afinal, os filhos são o grande amor de qualquer pai, e ver um estranho dando pito no seu filho não é nada agradável. Caso a reclamação seja do seu apartamento, tente resolver numa boa, chame o síndico e vizinhos para testemunharem ao seu favor.

Agora que você sabe quais são os grandes campeões de reclamação e como evitar, viva feliz e numa boa com seus vizinhos, e lembre-se, qualquer problema, não resolva por conta e muito menos com raiva, tente sempre conversar e solucionar da maneira mais pacífica possível, e sempre com o intermédio do síndico ou administradora, assim ninguém sai como vilão e as chances do problema ser resolvido são maiores.

Fonte: http://www.lojaskdblog.com.br

Editado por ZeRepolho

DICA AOS MORADORES

Embora conste a proibição de se manter animais na maioria das Convenções e Regulamentos Internos, a justiça tem dado ganho de causa, permitindo a presença de animais de estimação nos condomínios, desde que esses não causem incômodo aos moradores e nem comprometam a sua segurança.

Para evitar problemas com a administração e com outros moradores, aqueles que criam cachorros deverão seguir algumas regras. As mais frequentes são:

- Cuidar da saúde e da higiene do animal;

- Vacinar no tempo correto, mantendo os comprovantes guardados, a fim de comprovar caso haja algum acidente;

- Transportá-lo nas áreas comuns no colo ou em um cesto. Quando não for possível carregá-lo no colo, deverá ser colocada uma coleira;

- O morador deverá limpar imediatamente sempre que o animal fizer alguma sujeira nas áreas comuns.

Vale ressaltar que aqui no nosso condomínio (Parque dos Servidores Federais), é comum encontrar fezes dos ditos animais nos jardins e nas adjacências do parquinho infantil.

Fonte: http://www.ocondominio.com.br

Editado por ZeRepolho

TRINCAS EM PAREDES, VIGAS E LAJES


Saiba como identificar e analisar ocorrências no seu condomínio:

É muito provável que no seu condomínio haja pequenas fissuras em locais variados, como em algumas paredes ou na cobertura, ou na garagem. Esses cortes, que podem ser chamados de fissuras, trincas, rachaduras ou até fendas, estão presentes em diversas estruturas do condomínio, e não podem passar despercebidos.

Como vemos com certa periodicidade, as vezes tragédias acontecem devido à negligência com as estruturas da edificação, como suspeita-se que tenha sido o caso do prédio que desabou no centro do Rio de Janeiro no dia 25/01.

Vale lembrar que o síndico é responsável civil e criminalmente por todo o condomínio, incluindo-se aí os cuidados com a edificação.

O sinal de alerta acontece quando a fissura começa a se expandir. Pode também mudar de cor, ou minar água. Nesses casos, o tempo de procurar um perito é curto. Quanto mais houver demora na busca de um reparo, mais caro este será.

O aconselhável, para evitar que as fissuras se expandam demasiadamente e atinjam a parte estrutural da edificação, é que a cada dois anos seja feita uma inspeção completa, com um perito no assunto, para construções de até 15 anos. Após esse período, a inspeção pode ser anual, para haver um acompanhamento mais próximo das estruturas.

Se a construção for nova e apresentar muitas rachaduras, pode-se contar com a assessoria de um engenheiro especializado em mecânica do solo. Ele poderá dizer qual é a origem do problema e se houve falha por parte da construtora, que deve dar, no mínimo, cinco anos de garantia.

Para casos em que o local a ser tratado – como uma área externa ou o topo do prédio – fique protegido da chuva, o ideal é que o reparo seja executado durante a época seca do ano. Se for algo muito urgente, pode-se contratar toldos para que o serviço seja feito com segurança e rapidez.

Como agir

Em geral, o aparecimento de pequenas fissuras não é preocupante, já que a estrutura do prédio pode ir se acomodando ao terreno com o passar do tempo, especialmente se a edificação for nova – tiver menos de cinco anos – ou se houver grandes obras por perto, que também podem causar essas rachaduras em diversos locais.

O ideal é que haja um acompanhamento mensal por parte do zelador dessas fissuras. Se a abertura crescer ou se mudar de cor, ou ainda se estiver minando água, é muito importante procurar um especialista.

Veja abaixo algumas dicas importantes:

• Para acompanhar a evolução de uma trinca, faça uma marca de lápis grosso em cada extremidade da abertura.
• Verifique se as trincas se encontram em elementos estruturais: lajes, vigas, pilares.
• Quando a largura da abertura é acima de 0,5 mm, o CREA-SP (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo) recomenda que se recorra a um engenheiro ou perito habilitado e qualificado.
• O perito chamado deve ser independente: não peça a ele, nem aceite, sugestões de empresas para realizar as obras. Assim, ele identificará o que deve ser feito, prestando uma informação confiável, sem comprometimentos comerciais.
• Um tratamento inadequado poderá ocultar problemas maiores que aparecerão no futuro. Neste caso também, sai mais barato consultar um engenheiro especializado, que apresentará uma solução técnica correta, do que arriscar tratamentos paliativos.
• As principais conseqüências do incorreto tratamento de infiltrações são os danos causados à armação do concreto, cujo reparo é caro e requer conhecimentos técnicos especializados.

Tipos de ocorrências

Fissuras, trincas, rachaduras e fendas são aberturas em forma de linha, classificadas de acordo com a espessura, e não quanto ao comprimento.
• Fissura: abertura de até 0,5 milímetro.
• Trinca: de 0,5 mm a 1 mm.
• Rachadura: de 1 a 1,5 mm.
• Fenda: superior a 1,5 mm

Principais causas

• Acomodação da obra no terreno: é uma das origens mais comuns em novas edificações. Há um esforço por parte da fundação do prédio, que acaba sendo um pouco transferido para a alvenaria, gerando assim as fissuras
• Pressa ao dar o acabamento na obra: ao não respeitar o tempo correto para secar alguns materiais (como a massa corrida), há mais chance daquele local apresentar trincas
• Obras nas unidades: Reformas que ocasionem um excesso de carga num andar ou alterações estruturais como retirada de paredes ou pilastras podem causar desabamentos. Exemplo: construção de uma parede não-prevista pelo projeto original. A laje transfere o peso para os pilares, que podem sofrer avarias. Saiba mais sobre cuidados com reforma nas unidades
• Movimento estrutural: pode parecer estranho, mas a estrutura do prédio é flexível, para conseguir lidar com o vento, sons e obras vizinhas. Porém, muito movimento externo pode gerar fissuras
• Infiltrações: impermeabilizações não duram para sempre. Quando não há uma renovação do material, a água pode se infiltrar seja pela ação da chuva ou de um vazamento, causando problemas estruturais ou estufando as paredes.
• Calor: principalmente em andares mais altos, que são mais expostos às intempéries, o calor faz com que haja uma dilatação dos materiais. Quando a temperatura volta ao normal, o local pode apresentar algumas trincas. Também pode acontecer em paredes por onde passem tubos que esquentem, como de água quente ou outros. Para evitar o problema, principalmente na laje superior, o ideal é que seja feita, após a concretagem e sua cura correta, uma impermeabilização, seguida de tratamento térmico e, então, o acabamento escolhido pode ser executado.
• Água ácida: em cidades com muitos carros, ou alto nível de poluição, a chuva pode se infiltrar em uma laje sem impermeabilização e degradar as estruturas protegidas pelo concreto. Essa água poderá oxidar o aço, comprometendo assim a segurança do local. Nesse caso, há uma transação entre as fases do problema. No primeiro momento, a água se infiltra na laje, e a rachadura ainda não verte água, há apenas uma mancha esbranquiçada. Ao perceber que a água começa a pingar dali, ou que a coloração da mancha migrou para o amarelado ou ocre, é sinal que o aço já foi oxidado e precisa de cuidado especializado urgente.
• Escolha incorreta ou má qualidade de materiais: infelizmente, se o material usado não é de boa qualidade, ou se não foi utilizado corretamente, o resultado final refletirá isso.
• Sons, vibrações ou ventos muito fortes: Seja um som extremamente alto, um bate-estaca violento em uma obra próxima ou uma rajada de vento mais forte que o esperado, a edificação pode não estar preparada para recebê-los. Nesses casos, uma trinca pode aparecer

Obras nas unidades
• Como reformas em unidades podem ocasionalmente comprometer a estrutura do prédio, é conveniente que o síndico seja sempre comunicado antes do início.
• Seria interessante haver uma norma a respeito no Regulamento Interno ou na Convenção - ou, ao menos, tornar este aviso um procedimento informal no condomínio.
• Em reformas grandes nos apartamentos, o síndico deve valer-se de um perito para avaliar se elas não trarão danos à estrutura do prédio.
• O síndico também deve informar ao condômino responsável pela reforma o horário permitido para estas atividades, bem como outros procedimentos básicos, como o que fazer com o entulho.
• Dica: use este modelo de Termo de Responsabilidade sobre Obras nas Unidades. Entregue ao morador e peça que o mesmo assine o documento.
• Saiba mais sobre
Obras e Reformas nas unidades

Fonte: http://www.sindiconet.com.br

Editado por ZeRepolho

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O PERIGO DAS REFORMAS IRREGULARES

Mesmo antes de minha passagem pela administração do condomínio, como membro da Comissão de Administração ou como Síndico, sempre me preocupei com as reformas que implicam em retirada de paredes, feitas em vários apartamentos do nosso condomínio. É sabido que em consequencia de algumas dessas reformas, apareceram várias rachaduras em apartamentos vizinhos aos reformados. O exemplo maior é o ocorrido no Bloco E. Sempre defendemos que as reformas devem ser acompanhadas de laudo de um arquiteto ou engenheiro civil. Não querendo ser portador de mau agouro, mas sempre achamos que os raios nunca vão cair na nossa cabeça. Acredito que já é hora de levar mais a serio as recomendações a respeito das reformas, constantes no estatuto do nosso condomínio. Na intenção de alertar a todos para o perigo das reformas irregulares, transcrevo a seguir o texto publicado no endereço http://arktetonix.com.br abordando o assunto. (ZeRepolho)


O PERIGO DAS REFORMAS IRREGULARES

Arquitetura é muito mais do que lapiseira e papel! Pra você que concorda, nesta série trataremos de todos os aspectos reflexivos que envolvem esse imensurável mundo arquitetônico no qual vivemos.

Todos vimos na última semana a tragédia que assolou nossos vizinhos da cidade maravilhosa, o desabamento de três edifícios na cidade do Rio de Janeiro.

Ainda não há um veredicto sobre a causa real do desabamento, mas especulam-se duas principais hipóteses: primeiro a de uma obra no nono andar do edifício ter danificado algumas colunas, prejudicando a estrutura, e a segunda de que modificações no edifício, no decorrer dos anos, tenham causado essa instabilidade, que foi intensificada pelos tremores das demolições normais à obra. Como exemplo das tais modificações temos o acréscimo de janelas na empena cega do edifício, que poderiam ter rompido algumas colunas.

Gostaria de trazer uma especulação à baila, mais uma vez me utilizando de fatos atuais para levantar questionamentos já a muito discutidos.

Fato é que sabendo ou não a causa dessa fatalidade devemos abrir os olhos. Hoje vemos diariamente reformas, principalmente em residências, sem nenhuma espécie de identificação de que há um responsável pela obra, e muita gente acredita que quando se trata de uma pequena reforma, isso não é necessário, por não mexer com a estrutura da casa, mas será que isso é verdade?

É claro que nós, futuros profissionais da área, preferimos que sempre haja um responsável pela obra, mas não só pelo nosso ganho pessoal, como muitos pensam e sim porque nós sabemos quanto pesa uma parede nova sobre uma laje e quanto mal isso pode fazer para uma determinada estrutura.

Agora o que divide opiniões é: quando é necessário um responsável pela obra?

Mesmo sabendo o que o CREA pensa sobre isso, qual será o limite, onde será que termina uma pequena intervenção inofensiva e começa uma reforma de médio porte?

Discuti esse fato no decorrer da semana com outros profissionais da área e há muitas opiniões diferentes sobre o assunto.

Particularmente defendo que derrubar ou levantar uma parede simples, abrir uma porta, ou uma janela, na maioria dos casos não apresenta grandes riscos, mas é necessário ter um mínimo de conhecimento para realizar essas modificações. Qualquer residência cuja papelada esteja correta junto à prefeitura local pode ser facilmente consultada pelo proprietário, que com uma simples pesquisa na internet, ou um pouco de pensamento lógico pode concluir o que são as colunas e o que não se deve fazer com elas. Até mesmo muitos pedreiros mais experientes podem dar conta dessas pequenas reformas sem maiores problemas, sem oferecer as mesmas garantias, claro.

Mas é claro que existem casos e casos, acréscimos de “puxadinhos” em lajes, mal feitos, muros mal pensados, lajes cimbradas porcamente, paredes mal amarradas, e cada um desses pequenos detalhes pode fazer com que rachaduras rasguem a casa de fora a fora, ou até com que uma casa sólida venha ao chão sem mais nem menos.

E o que vocês acham? Reformas, mesmo que pequenas, devem ter o auxílio de um profissional, ou tem casos em que onerar tanto a obra com os honorários de um arquiteto não vale a pena? (Já que o valor chega a dobrar quando da execução por um profissional!)

Casos como os edifícios do Rio de Janeiro acontecem com muita freqüência. Casas, edifícios, muros de arrimo, que por falta de cuidado vem ao chão, deixando sempre um rastro de destruição e vítimas.

Arquitetura é coisa séria. Não passamos cinco anos brincando de “fazer casinha”, mas é certo levar a extremos cada intervenção, culpando-a sem mesmo parar para analisar, na ânsia que o ser humano tem de apontar com rapidez um culpado como se isso minimizasse o acontecido?

Vale a pena frisar que existem muitos casos de casas e edifícios construídos por empresas renomadas, profissionais formados e etc, que ainda assim apresentam problemas estruturais irreparáveis. (Vejam o caso das casas da CDHU em Ribeirão Preto) Ninguém é a prova de erros.

Opine, debata, discuta, discorde! Esse espaço é de vocês, “botem os dedos pra trabalhar” e nos digam o que se passa nessas mentes arquitetônicas que sempre tem tanto a dizer.

Fonte: http://arktetonix.com.br

Editado por ZeRepolho